quarta-feira, 25 de março de 2009

Costumes sanguinários


O mundo muda muito rápido. Tudo aquilo que foi um dia super atual para você, a nova geração encara como um costume ultrapassado e brega. Porém, como ficam as tradições e os costumes religiosos. Será que tudo isso muda, para algo melhor e mais evolutivo seguindo os novos rumos e preceitos do intelecto humano? Em alguns países definitivamente não!
A Turquia, aquele país dividido entre a europa e ásia é um sério exemplo dos péssimos hábitos para com as mulheres e de conservar tradições monstruosas e sanguinárias. Por trás de toda a beleza natural que o país oferece, existe uma realidade dura e negra nas pequenas cidades, onde mulheres têm seus olhos, mãos e restos mortais arrancados pelos próprios maridos e familiares em nome da honra.

Um programa de uma televisão inglesa, realizou um especial que será exibido nessa semana na Inglaterra para aprofundar um pouco mais sobre a crueldade primitiva praticada na Turquia, em que as mulheres são brutalmente assassinadas e muitas delas cometem o suicídio em favor da honra da famíla. O governo, logicamente, tem uma certa lenência para com os assassinos, que crumpem penas irrisórias diante da barbaridade cometida. O relato dos repórteres é de causar náuseas.

A repórter Ramita Navai viajou para a Turquia e descobriu que dentro da religião muçulmana, a qual 99% da população faz parte, uma mulher não tem direito de ficar perto de outro homem que não seja seu parente. E pode presenciar relatos de famílias que mataram noivas, mulheres que fugiram da condenação dos próprios familiares e um garoto que foi obrigado a matar a noiva e a madrasta por ordem dos parentes mais antigos.

Em uma das entrevistas, a repórter se choca com a história de uma noiva que foi assassinada na cidade Karajada (sudoeste do país) pelo marido, dez dias após o casamento, porque ele não conseguiu consumar o casamento e achou que a melhor forma de proteger sua integridade masculina era estrangulando-a.

Num outro caso, Ramita entrevista um homem que matou a própria esposa por achar que ela o traía. Ele agrediu a moça de 21 anos, cortou sua lígua, arrancou seus olhos e colocou-os em uma sacola plástica para depois queimá-los em uma montanha próximo ao vilarejo de onde moravam. Ele foi preso e condenado a apenas cinco anos de prisão e, segundo os relatos da repórter, o crime é encarado com respeito pelos outros presos e inclusive os guardas.


Há relatos dramáticos de uma mãe chamada Fátima, que teve que abandonar os dois filhos pequenos e fugir quando descobriu que a família de seu marido planejava matá-la. De acordo com ela, os homens pretendiam cortá-la e jogar seus restos em uma vala feita no jardim da própria casa. A razão para o crime: Fátima pretendia se divorciar do marido. Segundo a cultura islâmica, o divórcio é visto como desobediência e desobediência é desonra.

Mais além ainda são os crimes premeditados que Ramita encontra. Um jovem chamado Mehmet foi persuadido por sua família a matar sua noiva e madrasta, enquanto ainda tivesse 17 anos, porque assim as penas seriam mais brandas por ser menor. "Eu não queria matá-las, mas minha família fazia muita pressão em mim." "Se você não mata, a comunidade pára de falar com você, você é isolado e pode apanhar e até ser morto", declarou ele.


Os assasinatos ocorrem principalmente em comunidades curdas e tem piorado bastante desde que o governo turco decidiu isolar esses grupos. Por ano, cerca de 200 mulheres são assassinadas por motivos de honra em regiões turcas, conforme fontes do governo. Como a Turquia tenta a todo custo ser introduzida na União Européia, um madatário sobre esse tipo de assassinato foi introduzido com objetivo de reduzir as mortes. Até então, os assassinos pegam penas brandas por esse crime. A inciativa, no entanto, não surtiu efeito.


Uma cidade chamada Batman ganhou recentemente o apelido de Cidade Suicídio, em razão dos centenas de suicídios em razões suspeitas. Três quartos de todos os suicídios na cidade são de mulheres, enquanto a maioria das cidades do mundo são três vezes mais cometidos por homens.


Mais uma vez, a suspeita é que esses suicídios sejam incentivados pelas próprias famílias das vítimas, quem desejam manter a integridade da família intacta. A repórter encontra uma mulher que se recusou a casar com um noivo prometido, como recomenda as tradições religiosas do Islã, em que a família decide o marido que sua filha deve ter. Por conta disso, os parentes se sentiram desonrados e sugeriram que ela se matasse. Seu pai lhe disse: "Você tem que pensar em mim e no seu irmão, porque se eu te matar eu vou para a prisão, se seu irmão te matar, ele também vai para a prisão. Então, você tem que o fazer, você tem que se matar". Ela fugiu do vilarejo, mas, segundo ela, existem um amor muito grande ainda pelo seu pai. Porém, ela soube de notícias que suas tias e tios estão persuadindo o pai a encontrá-la e matá-la.

Os assassinatos são frequentes nas pequenas cidades, mas esse tipo de crime tem migrado para Istambul, a cidade mais populosa da Turquia, onde as famílias curdas têm procurado trabalho e trazendo na bagagem suas tradições sanguinárias.
Enquanto o governo não tomar uma atitude drástica contra esses costumes, seremos testemunhas de um mundo arcáico, injusto e medonho, onde a civilidade certamente ficou em segundo plano.
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