quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

“Terra dos gêmeos” pode ser obra de Mengele

Um dos assuntos que me provoca enorme interesse é a segunda guerra mundial. Mais especificamente o Nazismo em si, com Hitler e sua retórica avassaladora guiando o eixo na construção daquilo que ele acreditava ser um mundo para uma raça superior. Naturalmente, o meu fascínio é pela megalomania doentia a qual Hitler e seus generais impuseram à Europa provocando milhões de mortes.

Um dos protagonistas do holocausto, o famoso médico Josef Mengele, também conhecido como “Anjo da Morte”, realçou com muito sangue esse episódio facínora da história realizando experiências científicas em cobaias humanas – na grande maioria judeus – com um enorme talento para criar mecanismos de execução em massa nos campos de Auschwitz.

No entanto, uma das maiores pesquisas de Mengele não era a extinção da raça inferior e sim a reprodução de gêmeos arianos idênticos através de um tratamento experimental desenvolvido pelo médico. No livro do historiador argentino, Jorge Camarasa (ainda não lançado no Brasil), "O anjo da morte Na América do Sul", Mengele conseguiu êxito em suas experiências, mas não nos campos de Auschwitz, e sim na cidade brasileira de Cândido Godói, no Rio Grande do Sul, onde se concentravam uma das maiores colônias de imigrantes alemãs nos anos 60. Mengele fugiu para a América do Sul em 1945, com o avanço do Exército Vermelho em território alemão e se abrigou em países como Argentina, Paraguai e Brasil.

Segundo o historiador, Mengele fez várias visitas à cidade do sul do Brasil onde ajudou diversas mulheres num estranho tratamento para engravidar. As mulheres tomavam alguns comprimidos e tiravam amostras de sangue. A partir desse ponto, a natalidade de gêmeos na cidade se tornou vigorosa, o que chamou atenção e se transformou no slogan da cidade. Em Cândido Godói a natalidade de gêmeos é de curiosidade mundial já que a média normal para esse tipo de nascimento é de um em cada oitenta, sendo que na cidade é de um em cada cinco. Parece que agora, depois de quase de meio século, cientistas estão tentando creditar esse fenômeno ao médico nazista.

O historiador credita ainda que a pesquisa de Mengele tinha a finalidade de encontrar uma alternativa em fertilizar artificialmente mulheres para darem a luz a uma “raça mestre” de gêmeos arianos. Durante a guerra, Hitler concedia medalhas de honra às mulheres alemãs que tinham mais do que dois ou três filhos homens, os quais eram irremediavelmente encaminhados para as zonas de combate. Confusos, muitos cientistas vêm lutando há anos para descobrir a predominancia no nascimento de tantos gêmeos com cabelos loiros e olhos azuis especificamente naquela região.

Há testemunhos de que ele assistiu a gravidez de várias mulheres, tratando-as com novos tipos de drogas e preparações, e que ele continuou trabalhando com animais, proclamando que era capaz de chegar reproduzir, em vacas, machos gêmeos.

Mengele morreu em 1979, quando se afogou em uma praia em Bertioga, no litoral de São Paulo, aos 68 anos. Apesar das atrocidades cometidas por ele, podemos considerar que seu talento na medicina genética era incontestável e louvável pelos padrões tecnológicos disponíveis na época, ainda mais no Brasil.

Se a teoria de Camarasa estiver certa, poderemos finalmente afirmar a tese que Mengele já teria dado o primeiro passo para reconstrução do Reich na América do Sul, a qual já foi defendida inclusive em um filme.
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