segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Rodoanel: cobrança de trecho é ilógica

Quem utiliza o Rodoanel Mário Covas para acessar as cinco Rodovias Estaduais e Federais dentro do Estado de São Paulo vai ter uma desagradável surpresa. As praças de pedágio que estão sendo construídas em ritmo acelerado estão quase prontas. Algumas estão em fase final e outras ainda apresentam um esqueleto. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), é proibida a cobrança de pedágio antes que todas as praças estejam concluídas.


Pois bem, eram proibidas. A mesma ANTT autorizou na sexta-feira as concessionárias, que têm acordo com o governo estadual desde fevereiro, a cobrarem os usuários conforme os pedágios vão ficando prontos. Isso significa que, dependendo de onde você circule, você será onerado por uma tarifa. Bom para os concessionários e para a ANTT, que lucra aos custos dos impostos pagos pelo contribuinte.


Eu sei bem da situação da Regis Bittencourt e da Fernão Dias, elas estão em estado deplorável e precisavam urgentemente da injeção de recursos para melhorias. Porém, o trecho Oeste do Rodoanel, que foi inaugurado há menos de 10 anos com recursos públicos, encontra-se em perfeitas condições de uso e, mesmo com a concessão, a única obra de “melhoria” que vemos é a construção de praças de pedágio. Isso é justo com o contribuinte? Isso é justo com o cidadão? Por que não pedagiar somente o trecho Sul e Norte, onde a iniciativa privada vai injetar os recursos? Porque, meus caros, com o dinheiro que eles vão arrecadar com o trecho Oeste (mais uma vez, feito com dinheiro público) eles pagam o restante da obra e cobram ainda por elas.

Em contrapartida a essa medida, o governo prometeu utilizar os recursos da utilização dessas vias para melhorias das marginais em São Paulo, onde o trânsito é terrível e mortal, e o transporte público. Até o momento, não vi nada, nem uma placa nova, só vi o meu salário reduzindo mais ainda por cobranças ilógicas de pedágio.
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