quinta-feira, 30 de abril de 2009

Assassino do Zodíaco pode ter sido identificado

Um dos assassinos em série mais intrigantes do mundo pode ter finalmente sua identidade revelada. O Assassino do Zodíaco durante os anos sessenta aterrorizou a cidade de São Francisco, fazendo diversas vítimas em crimes de alta crueldade e desafiando a polícia pela sua ousadia ao enviar cartas criptografadas – com simbologias do zodíaco – dando detalhes dos seus crimes e dos próximos que iria cometer.

Até hoje, sua identidade foi sempre uma icógnita para polícia americana, a qual apontou milhares de suspeitos, mas por falta de provas nunca chegou a acusar ninguém formalmente. No entanto, ontem, a californiana Deborah Perez, de 47 anos, foi até a polícia e convocou uma coletiva de imprensa para afirmar que o sanguinário assassino era seu falecido pai.

Guy Ward Hendrickson teria cometido dois dos pelos menos cinco crimes não solucionados e atribuídos ao assassino nortuno. Segundo ela, seu pai inclusive a levava nas suas caçadas sanguinárias e a deixava no carro enquanto matava pessoas aleatoriamente pelas ruas de São Francisco. Na época, Deborah tinha apenas sete anos e de acordo com seus relatos, chegava a ouvir os tiros da espigarda do pai. Porém, ele explicava para a menina que o som dos tiros eram de pessoas soltando fogos de artifício.

Ela contou ainda para polícia que seu pai fez com sua própria caneta as cartas codificadas que seriam mais tarde enviadas à polícia e ao jornal San Francisco Chronicle. “Eu era só uma criança e achava que estava ajudando o meu pai”.

As suspeitas de Deborah só se concluíram há cerca de dois anos e apenas agora ela decidiu revelar os supostos crimes cometidos pelo pai. Hendrickson, um carpinteiro e pai de seis filhos, morreu em 1983 vítima de câncer. As informações ainda devem ser checadas pelos investigadores que esperam concluir o caso.
Contraversão

Entretanto, no site oficial dedicado a solução dos crimes e identificação do assassino, existe uma mensagem do administrador afirmando que a versão de Deborah é diferente da feita a ele há um ano, por email, a qual ele ainda possui. O administrador ainda indaga a credibilidade de Deborah por ter mudado a sua versão tão bruscamente e de possivelmente ter propósitos nebulosos com a venda da história. Segundo ele, o Zodíaco ainda não foi identificado.

Os assassinatos
O Assassino do Zodíaco foi um dos assassinos em série que aterrorizou o norte da Califórnia durante muitos anos pela violência de seus crimes e sua ousadia em desafiar a polícia. Por mais de 10 meses, no final da década de 60, o assasino fez várias vítimas e algumas delas conseguiram sobreviver a certos ataques, dando detalhes à polícia do possível suspeito. A fisionomia fiel do Zodíaco, no entanto, nunca foi precisa, o que dificultou no apontamento de milhares de suspeitos que foram detidos ou investigados.

Para enaltecer seus crimes, o Zodíaco colocou seu nome em uma série de cartas ameaçadoras que enviou à imprensa até 1974. Nelas, o criminoso confessava os crimes e ainda dizia que passava a noite pensando sobre sua próxima vítima. O mais horripilante era os detalhes que levaram as pessoas à paranóia. “Talvez será a bela loira que trabalha de babá perto da pequena loja e que desce a escura alameda todo dia às 7 da noite.” E avisava: “Então, não torne isto fácil para mim. Mantenham suas irmãs, filhas e esposas fora das ruas e das alamedas.”

Em um dos crimes atribuídos a ele, a estudante Cheri Jo Bates, após abordada pelo Zodíaco, teve seu assassinato detalhado, explicando como ela era estúpida de ter caído em uma armação daquela. “A certo momento, eu disse a ela que tinha chegado a hora. Ela perguntou: ‘Que hora?’ A hora de você morrer.” Pelo restante da carta, aparentemente ele a conhecia e havia sido de alguma forma rejeitado por ela. “Eu não sou doente. Eu sou insano.”

Seu modus operandi era peculiar, abordando vítimas em situações corriqueiras, como uma batida leve de carro e depois ofercendo ajuda. Quando as vítimas menos esperavam, Zodíaco agia, muitas vezes degolando suas vítimas com uma faca de caça ou eliminando-as utilizando uma espingarda.

“Eu gosto de matar pessoas porque é muito divertido. É mais divertido que matar em caça na floresta porque é o mais perigoso animal de todos. É melhor que transar com uma garota. (...) A melhor parte é esta: quando eu morrer, renascerei no paraíso e todos os que eu matei serão meus escravos. Não darei a minha identidade porque se não vocês tentaram parar a minha coleta de escravos (...)”

O Assassino do Zodíaco matou cinco vítimas reconhecidas em Benicia, Vallejo, Lago Berryessa, e São Francisco entre dezembro de 1968 e outubro de 1969, embora tenha admitido o assassinato de 37 pessoas. Com a falta de precisão no número de vítimas, a incapacidade de quebrar suas cartas criptografadas e a falha na busca de suspeitos, o caso pode ser considerado como um crime perfeito.
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