segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Um dia Deus, no outro um mero mortal

Uma pessoa alcança algo inimaginável no esporte e, um segundo depois de ter alcançado o Olimpo, é jogada novamente à condição de reles mortal por deslizes tão surpreendentes quanto seu extraordinário desempenho. Michael Phelps é esse tal cara. Recordista em número de medalhas, maior atleta olímpico de todos os tempos, protagonista das Olimpíadas de Pequim, famoso, milionário e jovem. Consequentemente, junto desse pacote vem à imaturidade e a falta de juízo.

Michael saiu para curtir umas amigas numa festa dentro do campus da Universidade de Columbia e, um minuto após a curtição começar a rolar, ele se esqueceu quem ele era. Provavelmente, ele se sentia um daqueles estudantes, com o futuro pela frente, estudando para serem engenheiros, advogados, jornalistas, médicos e, quem sabe, depois de uma vida inteira de trabalho suado, chegar a ganhar 10% do que Michael já ganhou pelo esporte.
A diferença nessa festa é que todos os estudantes que estavam nela, exceção de Michael, não têm compromissos profissionais ainda, não tem a pressão de resultados, o sacrifício de treinos árduos e diários, a manutenção da imagem, a responsabilidade de ser um exemplo e modelo. Infelizmente, para Michael, que tem o total direito de curtir e se divertir também, um “baseadinho” na casa de amigos pode ter um efeito muito mais destrutivo do que alguns neurônios.

Se for comprovado o consumo de maconha, Phelps pode ser banido por 4 anos das piscinas, ou seja, a Olimpíada de Londres, em 2012, não teria a presença do astro e, naturalmente, seria muito difícil revermos as performances impressionantes do atleta que estaria com 27 anos. Pode ser um triste fim para quem, até pouco tempo, era lembrado como um monstro das piscinas. Vai ser citado agora como o maconheiro das águas.
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