terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Política de balas de chocolate

Sabe aquele país no centro da Europa, com pouco mais de 7 milhões de habitantes, mundialmente conhecido pelo seu excelente índice de Desenvolvimento Humano (IDH), seus Alpes imponentes, sua economia resistente e palco das maiores discussões mundiais para a diplomacia entre as nações. A Suíça, como é conhecida, abriga inclusive a sede da Cruz Vermelha e da ONU é, paradoxalmente, uma enorme potência em distribuir armas para diversas regiões de conflitos do mundo.

Um relatório divulgado por uma ONG revelou que no ano passado, esse pequeno país exportou 721.968 milhões de francos suíços (cerca de 1,4 bilhões de Reais) contra 464,479 milhões (aproximadamente 1 bilhão de Reais) no mesmo período em 2007. Grande parte desse armamento foi destinada ao Paquistão e Arábia Saudita, regiões vizinhas aos maiores conflitos da atualidade.

As exportações para o regime de Islamabad situou-se em 109.845 milhões de euros, ou cerca de três vezes mais do que os 37.532 milhões de euros em 2007. No Oriente Médio, as vendas para a Arábia Saudita explodiu em 2008 de um total de 485.294 francos para 32.108 milhões de francos.
Outros que vem se construindo exércitos com as armas suíças são Dinamarca (83,689 milhões contra 42,033 milhões), Alemanha (80,908 milhões contra 61,746 milhões) e Bélgica (79.363 milhões, contra 5,556 bilhões). Grandes aumentos incluem a exportação para a Finlândia, Eslovênia, Turquia, Romênia, Estônia e da Malásia. No entanto, outros países apresentaram o sentido inverso, como ocorreu nos EUA (28,792 milhões contra 41,854 milhões) e Brasil (4.011 milhões, contra 12,528 milhões). Mercados irlandeses, gregos, cipriotas e da África do Sul foram também menos lucrativos.

A falta de critério para venda dessas armas a países em pé de guerra, como Paquistão com Israel, revelam uma atitude insensata do governo suíço, pois deveria haver sanções que proibissem o envio de material bélico a regiões de conflito. O governo pode negar e se retratar em relação a esses números, porém o que analisamos é que os suíços são muito mais engenhosos em fazer fortunas além dos relógios e chocolates.
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